comment 0

Quero seguir a manchar os dedos com a tinta de jornais escritos em galego

Há hoje umha semana saltava a notícia: Xornal de Galicia desaparecia dos quiosques do país. Agora já ninguém semelha lembra-lo, como se já passara todo. Mas nom. Alguns seguimos a enfrontar o drama diário de nom ter imprensa escrita em galego. Mas nom vou chorar nem lamentar-me. E já houve análises sobre as causas que levarom a atual situaçom da imprensa galega e as possíveis alternativas, como as de Jaureguizar, Marcos Pérez Pena e Xan Guindán.Xornal de Galicia tivo moitas cousas criticáveis, mas eu estivem ali dentro, e para mim foi a melhor escola de jornalismo pola que puidem passar. Creio poder dizer que sem antes escrever no defunto diário, nunca teria aproveitado de todo a minha experiência em El País. Porque foi em Xornal de Galicia onde acudim a minha primeira rolda de imprensa, onde entrei por primeira vez desorientado no Parlamento autonômico e também onde comecei a encher maqueta com aquilo que cobria e com os temas que fum sacando. Olhando o primeiro número, editado em dezembro de 2008, sinto que umha parte de min foi-se com este meio, nom só polas experiencias vividas ao longo daqueles tres meses de 2009, senom também porque eu era um leitor habitual da ediçom em papel.

Agora o único que queda é agradecer a oportunidade que tivem de trabalhar e aprender a carom de jornalistas como David Lombao, o meu tutor de práticas (que tantas comas tivo que ponher nos meus textos, e que corrigiu a minha primeira reportagem própria sobre o galego das universidades), e a Iago Martínez, da secçom de Cultura, com quem puidem publicar o intento de cambio do sistema a eleiçom do reitor da USC, tema que só conheceu Xornal de Galicia, e quem também tivo que solucionar algumha que outra chapuza de principiante. E, como nom, a Raquel Pazos e a Alberto Ramos, dos que fum companheiro de práticas.

Agradeço também a oportunidade de poder publicar todas estas cousas na minha língua no que foi um pequeno espaço de liberdade (que nom libertá) para os que entendemos e explicamos o mundo em galego. Agora que a cabeceira azul já nom está nos quiosques, cumpre continuar adiante com o recordo e as liçons aprendidas (e confio em que este país terá algum dia os meios de comunicaçom que merece). Mas sem chorar, porque alguns queremos seguir a manchar os dedos com a tinta de jornais escritos em galego. E as bágoas podem borrar a tinta negra das nossas mans.

Deixar unha resposta

introduce os teu datos ou preme nunha das iconas:

Logotipo de WordPress.com

Estás a comentar desde a túa conta de WordPress.com. Sair / Cambiar )

Twitter picture

Estás a comentar desde a túa conta de Twitter. Sair / Cambiar )

Facebook photo

Estás a comentar desde a túa conta de Facebook. Sair / Cambiar )

Google+ photo

Estás a comentar desde a túa conta de Google+. Sair / Cambiar )

Conectando a %s