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Quedai com o passado, deixai-nos o futuro

Dime a companheira Patricia Lamas, fonte fiável neste tipo de casos, que um grupo de amargados militantes da UMG roubou o arquivo histórico do Comité de Ciências da Comunicaçom. Um já nom sabe que pensar desta gente, ou que será o próximo.

Esse pequeno arquivo continha cartazes e autocolantes de campanhas desenvolvidas polos CAF e os Comités ao longo da primeira década deste século. Fixemo-lo Duarte Romero e máis eu no ano 2006, quando acabavamos de entrar a militar. Era um armário metálico do que se perdera a chave e que juntos abrimos com mais força que manha. Para poder chegar até ele tivemos que aquelar um locar repleto de caixas de cartóm que ocupavam a metade do espaço. Umha desordem comparável á que vivia a organizaçom em aquel momento. Tiramos moito lixo, e entre cousas já inservíveis atopamos numeroso material de campanhas velhas. Como gostamos dos documentos históricos, cada um levou parte para os nossos arquivos domésticos,  mais quixemos preservar vários exemplares do material que se editara até entom, para que qualquer pessoa os puidera consultar. Guardamos os cartazes com cuidado, enrolados por umha fita de papel com a correspondente identificaçom. Aos poucos, conseguimos encher aquel espaço metálico de horas de trabalho e ilusom. E agora roubaron-o.

Querede-lo para algo em concreto ou para que nom o tenham aqueles que que querem trabalhar polo estudantado galego? Para que o quitáchedes de ali? Por crer-vos mais que ninguém ou para olhar-vos num passado do que nom sodes mais que umha triste e sectária sombra? Acaso pensades que cambiando uns cartazes velhos de sitio ides encher a aula mais grande de Económicas, como fizera ERGA em 1977? Ou que seredes o alecrim dos CAF em 1984? Seredes quem, agora que possuides esses cartazes, de criar o clima de entusiasmo que logramos nós em Ciências da Comunicaçom cada 25 de Abril? Conseguiredes que a gente se achegue a vós ou seguiredes agochados no local de alumnos?

Roubaredes-nos os arquivos, pero nom poderes roubar a ilusom e a força com que diagramamos aqueles cartazes, e desenhamos aqueles autocolantes, que logo decoravam as carpetas dos nossos companheiros de aulas. Quedai com todos os arquivos que queirades. Nom precisamos saloucar por um passado que nom ha de voltar quando temos na mão um novo projecto para contribuir a liberar o país. Quedai com o passado, deixai-nos o futuro. Quedai no local, deixai-nos as aulas, os corredores, os parques onde falar com a gente, onde poidamos dicer-lhes que estamos aqui para defende-los. E se algum quer unir-se, bem-vindo.

Se polo menos olhades o material que roubáchedes, veredes um colante que desenhei eu, quadrado e com um cravo vermelho sobre a legenda “A revolução inda é umha criança”. Nom precisamos colantes para lembra-la. Essa criança somos nós.

5 Comments

  1. O meu pesar polo roubo, creo que non é a única Facultade onde arramplaron con todo. Pero, como ti dis, e aínda que proa, que leven canto queiran, que cos estudantes quedamos outros.

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