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Estudamos para liberar Galiza

Durante quatro anos este mural presidiu boa parte das viagens até ou desde a faculdade de Ciências da Comunicaçom. Vivim de forma indirecta a sua realizaçom, quando ainda estudava no instituto, e apesar de alguns desperfeitos ainda se conserva relativamente bem. Creio que todos os que trabalhamos, ou polo menos intentamos trabalhar, por umha outra universidade, mais nossa e melhor, podemos compartir a sua mensagem. Porque no fundo, a maioria dos que nalguns momento da nossa etapa universitária formamos parte do movimento estudantil temos objectivos comuns. Mas tender pontes e chegar ao entendimento semelha sempre complicado, sobre todo quando há pouca vontade para acercar posturas.

A marcha, onte mesmo, de mais dum cento de pessoas dos Comités, organizaçom herdeira dos Comités Abertos de Estudantes (CAE) e dos Comités Abertos de Facultade (CAF), é umha boa mostra da incapacidade dum sector importante do nacionalismo, a UPG, de entender-se com os seus semelhantes. As moças e moços que abandonam os Comités nom o fam por ansias pessoas de poder, polo menos nom nos casos das pessoas que eu conheço, senóm por um clima infecto de sectarismo e hostilidade cara quem pensa diferente.

Ao ver os problemas que estám a padecer estes companheiros e companheiras simplesmente por dizer aquilo que pensam, nom podo evitar lembrar que em 2006 viveu-se um processo similar (mas incubado desde tempo atrás), também carregado de ódio cara o diferente, que derivou na criaçom da organizaçom Isca! Vivim aquilo desde o instituto e vivo agora isto desde a diáspora, sentindo que todo é um bucle.

Mais trabalhar juntos é possível. Fum escolhido responsável de campus de Compostela em 2007 com o assentimento da UPG, e durante o breve tempo que ocupei o cargo trabalhei moi bem e moi a gusto com militantes desse partido. Por que? Quero pensar que foi porque tinhamos um objectivo comum, que sabiamos para o que estavamos alí. Agora, a visom corto-pracista e mini-fundista arruína umha organizaçom que conseguira agrupar (polo menos em Ciências da Comunicaçom), um grupo de gente com ganas de trabalhar e de por o seu grão de arei para intentar mudar o mundo desde as aulas. Porque cumpre lembrar que o nosso lavor principal é estudar, e estar a caróm de aqueles a quem pretendemos representar e defender. Nom vale de nada passar horas nos locais de estudantes se logo nom nos conhece ninguém.

Agora que a incapacidade para aceptar a diferência duns provocou a ruptura, nom queda outra que mirar cara adiante. Será difícil e complicado, como sempre resulta criar algo novo. Buscai sempre os pontos de encontro e respeitai a visons dos outros, e contai com os paus que os outros intentarám por no vosso caminho. Mas seguide adiante. Desde a distância tedes todo o nosso apoio. E lembrai que estudamos para liberar Galiza, nom para que nos libere Galiza Nova.

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