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Y Dios entró en La Habana, de Manuel Vázquez Montalbán

El País/Aguilar

Nom todas as visitas papais som iguais. Há algumhas que som un gasto intolerável como a da passada semana de Bento XVI a Compotela e Barcelona, e outras que si marcam época. Umha delas foi a de Joam Paulo II a Cuba em 1998, retratada por Manuel Vázquez Montalbán no seu momental Y Dios entró en la Habana, infortunadamente descatalogado.

O livro é enorme, os capítulos amplos, e precisa tempo e calma para poder desfrutar del. Mas para quem goste da prosa de Montalbán é umha boa oportunidade de adentrar-se em Cuba da mão de alguém nom precisamente suspeitoso. Amais nom é a primeira vez que trata o mundo latinoamericano, pois moito antes já publicara La vía chilena al golpe de Estado em 1973 e a novela Galíndez em 1990.

Neste livro, o autor catalám intenta achegar-se á realidade cubana desde todos os âmbitos (político, económico, cultural) e recolhendo todas as vozes que tenhem algo que dizer sobre o seu país. Falam gentes do regime, críticos de dentro do regime, dissidentes internos, exilados “civilizados” em Miami  e espanhois de um e outro signo nos momentos posteriores á entrada de Aznar no governo. E a Igreja Católica, que hoje segue a jogar um importante e activo papel. Com todo isto consegue criar umha visom completa das diferentes tendências que habitam na ilha e ajuda a compreender umha complexa realidade sem intermediários incómodos, papel que adoitam jogar moitos meios de comunicaçom espanhois, em especial o que pertence ao mesmo grupo que a editora do livro, El País.

Pola contra, já queda algo velho nalguns aspectos. Montalbán fala dumha Cuba totalmente ilhada, recuperando-se do pior do “Período Especial” posterior a queda soviética. O livro é previo ao ressurgir da esquerda latinoamericana, sobre todo em Venezuela, e o altermundismo nom aparecera ainda como força mobilizadora. Amais, Fidel já nom está ao mando, umha das preocupaçons que mais presença tem na obra do jornalista catalám, se bem a “suceçons” nom semelha resolta. O diálogo com a Igreja, daquela umha novidade, hoje parece consolidado e da resultados, bons ou mãos.

Mas apesar disto, certos problema tratados por Montalbán continuam a pairar sobre a ilha, principalmente o medo ante o incerto futuro de Cuba. Continuará a Revoluçom sem os Castro? Estará o povo cubano organizado e consciencializo abondo para prologar a tarefa quando desapareçam os símbolos viventes de Sierra Maestra? As repostas merecem um livro aparte.

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  1. Falar de Cuba é difícil mas gostei desta recomendaçom que tentarei buscar. Pode que Cuba dentro de pouco nom esteja tam distante de nós no que a ilhamento e condiçons de vida se refire.

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