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Balanço de seis meses

Acabarom seis meses de aprendizagem e experièncias na delegaçom de El País em Galiza. Seis meses que, de poder, nom teriam rematado. Maria Rodiño (a jornalista é com Ñ, a sindicalista com NH, nom confundir) mais eu chegamos com o Mono Paco e marchamos com o crime de Lalim. Entramos estudantes e saímos licenciados (ou case), e preparados para afrontar o que venha a partir de agora.

Cheguei com a lecçom da actividade do dia a dia aprendida em Xornal de Galicia, com David Lombao e Raquel Pazos, e aqui puidem a trabalhar os temas em profundidade, fazer jornalismo de investigaçom. Tardei em arrancar, mais tivem a oportunidade de buscar e afondar  em  temas como nom poderia ter feito em qualquer outro sitio: os problemas dos espaços protegidos, das espécies ameaçadas, as dificuldades para aceder a dados ambientais da administraçom ou a inacçom contra o câmbio climático. Também puidem contar a precariedade dos trabalhadores e trabalhadoras da rede do Plan Galicia sobre Drogas provocados polos recortes da Junta de Galiza nestes tempos de crise, amais da demissom do conselheiro delegado de Sargadelos, os problemas da justiça ou a censura a revista Retranca polas suas críticas á visita do Papa.

Em todas e cada umha destas informaçons intentei ser justo e honrado, contando o que ocorre a partir dos dados aos que puidem aceder ou em muitos casos, me facilitarom juristas, ecologistas ou sindicatos e professorado universitário. Aprendim a nom publicar nada que nom poida defender nos textos, a nom dizer nada que som soubera com seguridade e nom explicar nada que eu mesmo nom entendesse.

Todo o que me ensinarom, entre buscas e conselhos da gente de El País, nom poderia te-lo adquirido em nenhum master, por mui caro que fosse. O poeta Daniel Salgado, Sonia Vizoso ou Xosé Hermida, mais conhecido como Vázquez, forom das pessoas coas que mais aprendim ao longo destes seis meses, já fosse sobre literatura, informaçom ambiental ou como quero “ser de maior”. Se é que a vida permite-me seguir nesta profissom.

Os dous momentos que mais lembrarei desta etapa chegarom através do correio electrónico. A primeira, que já contei, saber que o teu trabalho serve para ajudar a outras pessoas, por mui longe que fiquem. O segundo, há poucos dias, quando recebim um mail da eurodeputada electa do BNG, Ana Miranda. A raiz da minha reportagem sobre a Rede Natura, apresentou umha iniciativa no Parlamento Europeu. Sei que é deste tipo de cousas que pode que nom chegem a nada mais, mas a ilusom nom ma vam quitar.

Sei que ainda queda muito por aprender, muito por viver e moita merda oculta que sacar a luz. Mais agora já há umha pequena parte do caminho andado. Agora só resta aprender a comparar os orçamentos da Junta de diferentes anos, porque o meu primeiro intento foi um fracasso. Tempo haverá para corregi-lo!

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