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De greve

Ou de folga, como gostedes. Sim, até para este tipo de cousas os jornalistas somos diferentes, e como o trabalho do dia 29 facemo-lo hoje, pois a greve também vai adiantada, e mentres todos e todas vós percorredes as ruas das cidades para protestar, alguns estaremos a trabalhar para que ao dia seguinte poidades saber que tal foi. E por que estou de folga?

  1. Porque estou contra a reforma laboral do governo de Zapatero, que como as anteriores modificaçons a maos de ejecutivos do PSOE, é injusta e só trai mais precariedade a umha mocidade com os índices de paro mais altos da Uniom Europeia, fazendo mais barato o despedimento e debilitando a negociaçom colectiva. 
  2. Porque estou contra a política económica do actual governo, que carga as consequências da crise nos trabalhadores, e deixa livres aos verdadeiros responsáveis: os especuladores e o capital financeiro. Mais IVE, menos subsídio por desemprego, pensons congeladas. Mas nom recuperam o imposto sobre o património e a suba do IRPF é umha maquilhagem sem maior transcendéncia que nom vai fazer mais justa a fiscalidade do Estado Espanhol.
  3. Porque quero um trabalho digno no jornalismo. Os meios de comunicaçom, no canto de buscar novos modelos de negócio ou de oferecer contidos de qualidade, optam por reduzir custes, sobrevivindo a base de bolseiros sem formaçom, explotando gente nova que atura e prescindo da gente que tem experiência e sabe fazer jornalismo de qualidade. Umha boa informaçom é básica para o bom funcionamento de qualquer sociedade, e a precariedade é o seu maior inimigo.
  4. Porque quero algo distinto. Este sistema nom serve, há quem dirá que Cuba tampouco. Pode ser, mas como di a história marxista chilena Marta Harnecker, a política é a arte fazer possível o impossível. Nego-me a aceitar resignado que a única opçom na minha vida é sobreviver com o  básico. Porque quero ir cara adiante  e nom cara o Machester do século XIX ou o agro do XX,
  5. Porque creio num futuro melhor

Também podedes ler as raçons de Nacho Escolar, ex-director de Público. E, como crítica aos grandes sindicatos espanhóis, deixo aqui umha acertada paródia da negociaçom PSOE-UGT dos catalãs de Polònia.

http://www.tv3.cat/ria/players/3ac/evp/Main.swf

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