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Retratos y Encuentros, de Gay Talese

¿Consejo para los escritores jóvenes? La única cualidad indispensable es la curiosidad, creo yo, y el ánimo para salir y aprender acerca del mundo y de las gentes que llevan vidas singulares, que habitan en lugares ocultos. […] En todas partes hay historias a la vista, al alcance; y el otro consejo que me quedaría por ofrecer […] sería: “No escribas nunca por dinero”. Será tal vez un extraño consejo en esta época de justificaciones contables, codicia y glotonería, pero es el consejo que me ha guiado durantes estos cuarenta años desde que allá en 1957 (en compañía de unos gatos) cumplí los 25.

Com estas frases remata o jornalista norte-americano Gay Talese a reportagem “Cuando tenía 25 años”, incluida na antologia Retratos y Encuentros, publicado em espanhol pola editorial Alfaguara. Som 14 peças publicadas em diferentes meios entre 1961 e 1998, num formato impensável num jornal de hoje, porque som dum tempo no que o importante era contar boas historias e nom tanto ser os primeiros.

Talese destaca por ser, junto com Tom Wolfe, um dos criadores do “Novo Jornalismo” nos anos 60 e 70 do passado século, e comparte com el o costume de vestir sempre de traje, ainda que Talese nom adoita empregar a cor branca. Estes jornalistas tiverom umha ideia radical: baixar á rua e contar as historias da gente. Revolucionario entom e revolucionario agora, que os jornalistas nom só saimos das redacçons para roldas de impresa ou ir ao Parlamento.

A reportagem que abre o libro, “Nueva York, ciudad de cosas inadvertidas”, é um genial quadro da vida quotidiana da grande urbe composto a base de dados estatísticos que Talese converte numha historia que conta as experiências de todo tipo de personagens, desde os porteiros dos edifícios até os gatos da rua. Amais, Talese semelha ter especial simpatia polas personagens em decadência, como o boxeador Floyd Pattersom, do que recria o seu retiro após umha derrota no ring.

Outras grandes peças som “Fran Sinatra está resfriado”, no que desentranha ao mítico músico sem falar um momento com el mas descrevendo todo o que acontece ao seu redor, ou “Voguelandia”, onde conta a forma de trabalhar das redactoras da veterana revista de moda. Porem, reportagens como “Alí en La Habana”, sobre a vista do boxeador a ilha caribenha, tenhem menos graça.

Para rematar, destacar a reportagem da sae a cita de cima, no que explica porque e como chegou a ser jornalista, e que o importante, como também o di Rosa María Calaf, e ser curioso, e como nom, falar coa gente, coa verdadeira protagonista da vida.

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