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Pouca vergonha

Pouco a pouco, um vai aprendendo algo sobre isto do jornalismo. Liçons a golpe de realidade e chamadas de telefone que marcam mais que qualquer aula teórica: os jornalistas precissamos de todo, menos vergonha. Para poder explicar a realidade, ou que sabemos dela, a quem nos preste atençom, temos que recorrer ás fontes, e as fontes som desde gabinetes de imprensa até expertos universitários, passando polos vizinhos de umha aldeia ou umha paisana trabalhando a sua leira.

Aprender estas cousas depende, amais da própria experiência diária, depende também de contar com bons mestres, algo do que eu podo alegrar-me. Graças a um deles, Xosé Vázquez Hermida, delegado de El Pais em Galiza, aprendim esta liçom quando me encarregou intentar saber algo mais sobre o homem acusado de provocar um incéndio na freguesia de Lucí, em Teio, a terça-feira da passada semana.

Ante a falha de contactos, a soluçom foi apanhar a guia telefónica e chamar a gente da freguesia ao grito de “¡no seas tímido!”. E funcionou. Após o fracasso informativo da minha primeira experiência no jornalismo de tribunais, ter um plano B, ou simplesmente recursos, foi a salvaçom para a minha pequena peça.

Muito queda por aprender para ser um jornalista de verdade, mas se há aços e bons mestres, a cousa nom será difícil.

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