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De Tourinham a Lira: Ir, ver e contar

Ir, ver e contar. Essa foi umha das poucas cousas que aprendim em quatro anos de carreira. E ante a falha de recursos, há que aplicar o que se sabe. Para fazer umha reportagem sobre a Rede Galega de Avistamentos de Cetáceos, do colectivo CEMMA, acompanhei a umha das trabalhadoras da associaçom por um treito da costa galega para conhecer o seu labor. Neste tipo de viagens pode passar-nos o mesmo que aos galeguistas dos anos 20, que descubrirom um pais fantástico com só cruzar a porta de casa.

A cousa começou no cabo de Tourinham. Para poder avistar os cetáceos, a gente de CEMMA permanece entre 20 e 60 minutos num mesmo ponto, empregando telescópio para olhar as zonas afastada e prismáticos para as mais próximas. Quando a pessoas que acompanhas é aberta e com ganas de falar, os jornalistas temos muito menos trabalho, e podemos sacar melhor material para logo contar e explicar-lhe a quem nos lea este tipo de cousas.

A viagem continuou até Fisterra. Um fervedoiro de turistas, muitos deles a inventar-se tradiçons ante a olhada divertida dos próprios (e alheios com algo mais de ideia). Unha delas é queimar papeis com algo escrito no lugar onde os peregrinos deveriam queimar as botas com as que fizerom o Caminho a Compostela, ou ultimamente pendurar a roupa empregada numha torre de alta tensom, que mais de um problema deu a Protecçom Civil.

Desde o faro, nos 40 minutos que durou a parada houvo tempo para contar histórias, anedotas e lembranças de muitos anos percorrendo a costa de norte a sul, observando mas também atendendo varamentos de cetáceos em muitas praias, vários no mesmo dia e viagens desde Nigram, sede de CEMMA, até Sam Cibrao, na Marinha, passando por Camarinhas. Nem golfinhos, nem baleias, nem toninhas pudemos ver esse dia, mas sim umha tremenda paisagem, salpicada as vezes por pequenos barcos pesqueiros caminho do seu porto.

A tarde continuamos em Fisterra, mas desta volta nom no faro. A bordo dumha zodiac percorremos parte da ria de Corcubiom, seguindo a costa desde a praia de Langosteira até Corcubiom e a antiga factoria baleeira de Cee. Sucando a ria num mar para um de interior pode parecer bravo mas umha balsa de agua para os da zona entramos em pequenas calas e passamos baixos os castelos que protegerom a entrada da ria, sempre vigiados por Fisterra e polo monte Pindo. Bem amarrado a Zodiac, da que case caio algumha vez, buscamos qualquer indício de cetáceos, mas nom foi possível.

Logo do passeio pola ria, fomos até a Punta dos Remédios, em Lira. Ali continuou a infrutuoso busca, mas pudemos contemplar o sol-pôr no Atlántico, com Fisterra como pano de Fondo. Toda umha experiência que por mim repetiria cantas vezes puder. A ver como queda a reportagens sobre isto. De momento, deixo aqui a visom da luz do sol-pôr no Pindo.


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